14 dúvidas comuns sobre o coronavírus (COVID-19) - Tudo Para Mulheres

14 dúvidas comuns sobre o coronavírus (COVID-19)

A COVID-19, conhecida como doença do coronavírus 2019 ou Coronavirus disease 2019, é uma infecção causada por um tipo novo de coronavírus, o SARS-CoV-2, e é caracterizada pelo surgimento de sintomas semelhantes aos de gripe, como febre, dor de cabeça e mal estar geral, além de haver dificuldade para respirar.

Essa infecção surgiu primeiramente na China, mas foi rapidamente espalhada por vários países, sendo agora a COVID-19 considerada uma pandemia. Esse espalhamento rápido é principalmente devido à forma fácil de transmissão do vírus, que é por meio da inalação de gotículas de saliva e de secreções respiratórias que contêm o vírus e que ficam suspensas no ar.

Por isso, é importante que sejam adotadas medidas de prevenção para evitar o contágio e a transmissão, ajudando a combater a pandemia.

14 dúvidas comuns sobre o coronavírus (COVID-19)

Por ser um vírus novo, são poucas as informações disponíveis e são várias as dúvidas existentes. A seguir, juntamos as principais dúvidas sobre a COVID-19 para tentar esclarecer cada uma:

1. O vírus se transmite pelo ar?

A transmissão do vírus que causa a COVID-19 acontece principalmente por inalação de gotículas de saliva ou de secreções respiratórias que ficam presentes no ar quando uma pessoa infectada tosse, espirra ou fala, por exemplo, ou por meio do contato com superfícies contaminadas.

Por isso, para evitar a transmissão, é recomendado que as pessoas que foram confirmadas com o novo coronavírus, ou que apresentem sintomas que sejam indicativos da infecção, utilizem máscaras de proteção para evitar passar o vírus para outras pessoas.

Não há casos e nem evidências de que o novo coronavírus possa ser transmitido através de picada de mosquitos, como o que acontece no caso de outras doenças como dengue e febre amarela, por exemplo, sendo apenas considerada que a transmissão acontece por meio de inalação de gotículas suspensas no ar que contenham o vírus.

2. Quem não tem sintomas pode transmitir o vírus?

Sim, principalmente devido ao período de incubação da doença, ou seja, o período entre a infecção e o aparecimento dos primeiros sintomas, que no caso da COVID-19 são de cerca de 14 dias. Assim, a pessoa pode ter o vírus e não saber, sendo teoricamente possível a transmissão para outras pessoas. No entanto, a maior parte das contaminações parece acontecer apenas quando a pessoa começa a tossir ou espirrar.

Por isso, no caso de não se ter sintomas, mas estar incluído em um grupo de risco ou ter tido contato com pessoas que foram confirmadas com a infecção, o recomendado é que seja feita a quarentena, porque dessa forma é possível verificar se houve o desenvolvimento dos sintomas e, em caso positivo, impedir o espalhamento do vírus.

3. O que é um grupo de risco?

O grupo de risco corresponde ao grupo de pessoas que tem mais chance de desenvolver complicações graves da infecção principalmente devido à diminuição da atividade do sistema imunológico. Assim, as pessoas que encontram-se no grupo de risco são pessoas mais velhas, a partir dos 60 anos, e/ou que possuem doenças crônicas, como diabetes, doenças pulmonares obstrutivas crônicas (DPOC), insuficiência renal ou hipertensão.

Além disso, são consideradas também grupo de risco as pessoas que fazem uso de imunossupressores, que estão fazendo quimioterapia ou que foram submetidas recentemente a procedimentos cirúrgicos, incluindo transplantes.

Apesar das complicações graves serem mais frequentes em pessoas que estão no grupo de risco, todas as pessoas independente da idade ou do sistema imunológico estão suscetíveis à infecção e, por isso, é importante seguir as recomendações do Ministério da Saúde e da Organização Mundial de Saúde (OMS).

14 dúvidas comuns sobre o coronavírus (COVID-19)

4. Existe uma vacina?

Até o momento não existe vacina para a COVID-19 e, por isso, é importante adotar todas medidas de prevenção para evitar o contágio e a transmissão do vírus. Ainda assim, existem diversas pesquisas em desenvolvimento com o objetivo de criar uma vacina contra esse vírus, podendo ser útil tanto para o combate quanto para a prevenção da doença.

As vacinas existentes, incluindo a vacina contra a gripe e contra a pneumonia, não conferem proteção contra a COVID-19, já que foram desenvolvidas tendo como base a sequência genética dos vírus responsáveis por essas doenças, que é diferente da sequência genética do SARS-CoV-2.

5. Antibiótico trata o coronavírus?

Os antibióticos possuem atividade apenas contra bactérias e alguns fungos e parasitas, não tendo efeito sobre os vírus. Além disso, quando se faz uso de antibióticos sem a recomendação médica, pode haver favorecimento da resistência microbiana a antibióticos, além da diminuição da atividade do sistema imune, favorecendo a ocorrência de outras doenças.

O tratamento para a COVID-19 é feito com medidas de suporte, como hidratação, repouso e alimentação adequada, devendo ser feita em isolamento para evitar a transmissão do vírus para outras pessoas. Até o momento não foram identificados antivirais que tivessem ação contra o novo tipo de coronavírus, no entanto estudos têm sido desenvolvidos com o objetivo de identificar medicamentos que tenham ação contra a COVID-19.

6. É seguro viajar?

É importante consultar as orientações do destino da viagem, isso porque alguns países adotaram medidas para evitar a transmissão do vírus, podendo haver indicação de isolamento obrigatório assim que chegar no local, por exemplo. Além disso, alguns locais indicaram o fechamento dos aeroportos para voos internacionais, tendo também como objetivo evitar o espalhamento do vírus.

Aviões, trens e ônibus normalmente não possuem muita circulação de ar e transportam um grande número de pessoas, o que também poderia favorecer a transmissão. Por isso, no caso da viagem ser necessária e estar autorizada pelos órgãos de saúde, é importante que sejam adotadas medidas de precaução, como cobrir boca e nariz na hora de tossir ou espirrar, evitar tocar com as mãos nos olhos e na boca e lavar a mão com água e sabão frequentemente.

7. Posso ser infectado através de uma encomenda?

De acordo com a OMS, a probabilidade de ter contato com o vírus a partir de uma encomenda que veio de um país com grande quantidade de casos é muito baixa, isso porque a encomenda muito provavelmente foi exposta a diferentes condições e variações de temperatura e umidade, o que poderia inativar o vírus. Além disso, ainda não se sabe de fato quanto tempo o novo coronavírus é capaz de permanecer infectantes em superfícies.

Estudos realizados sugerem que o SARS-CoV-2 é capaz de continuar infectante em superfícies por dias, principalmente em superfícies de plástico e de aço inoxidável, possuindo menor tempo de sobrevivência em papelão, que é normalmente o material em que as encomendas são enviadas. Caso haja desconfiança que o pacote possa estar contaminado, mesmo que a chance seja baixa, pode-se fazer desinfecção do pacote com álcool em gel, além de depois lavar bem as mãos com água e sabão.

8. Animais de estimação podem transmitir o vírus?

A transmissão da COVID-19 de animais de estimação para pessoas ainda não foi comprovada. Até o momento o que se sabe é que a transmissão acontece por meio da inalação de gotículas de saliva e de secreção respiratória que ficam suspensas no ar quando uma pessoa infectada tosse ou espirra, por exemplo.

Apesar dos primeiros casos de infecção terem sido de animais para pessoas, os animais relacionados são animais selvagens, ou seja, que não são frequentemente encontrados e que também estavam em condições inadequadas em termos de temperatura e higiene.

9. Álcool-gel caseiro funciona?

Apesar do álcool em gel ser bastante utilizado como forma de prevenir o contágio com agentes infecciosos, incluindo os vírus, os álcool em gel caseiros não necessariamente possuem a mesma eficácia. Isso porque para que funcione corretamente, é importante que tenha concentração adequada de álcool capaz de eliminar o agente infeccioso, além de que algumas receitas de álcool em gel caseiro indicam o uso de algumas substâncias que podem favorecer o desenvolvimento do microrganismo.

Por isso, para se proteger é importante usar álcool-gel a 70%, tanto para fazer a higienização das mãos como também para desinfetar superfícies e objetos, e lavar as mãos com água e sabão de forma regular. Além disso, os secadores de mão ou as luzes ultravioletas (UV) não possuem efeito comprovado de inibição ou eliminação do vírus e, por isso, não devem ser usadas como forma de prevenção da COVID-19.

14 dúvidas comuns sobre o coronavírus (COVID-19)

10. Temperaturas mais altas matam o vírus?

Até o momento não há informações que indiquem qual a temperatura mais adequada para impedir o espalhamento e desenvolvimento do vírus. No entanto, o novo coronavírus já foi identificado em vários países com climas e temperaturas diferentes, o que indica que o vírus pode não sofrer interferência desses fatores.

Além disso, a temperatura do corpo é normalmente entre 36ºC e 37ºC, independentemente da temperatura da água que se toma banho ou da temperatura do ambiente em que se vive, e como o novo coronavírus está relacionado com uma série de sintomas, é sinal de que consegue desenvolver-se naturalmente no corpo humano, que possui temperaturas mais altas.

As doenças causadas por vírus, como gripes e resfriados, acontecem com mais frequência durante o inverno, já que as pessoas costumam ficar mais tempo em ambientes fechados, com pouca circulação de ar e com muitas pessoas, o que facilita a transmissão do vírus entre a população. Porém, como a COVID-19 já foi notificada em países em que é verão, acredita-se que a ocorrência desse vírus não tenha relação com a temperatura mais alta do ambiente, podendo também ser facilmente transmitida entre as pessoas.

11. Vitamina C ajuda a proteger contra a COVID-19?

Não há evidências científicas que indiquem que a vitamina C ajude a combater o novo coronavírus. O que se sabe é que essa vitamina ajuda a melhorar o sistema imune, pois é rico em antioxidantes que combatem os radicais livres, prevenindo a ocorrência de doenças infecciosas e podendo aliviar os sintomas do resfriado, por exemplo. No entanto, o seu efeito sobre o coronavírus é considerado inexistente, além de que quando essa vitamina é consumida em excesso há maior risco de desenvolvimento de cálculos renais e alterações gastrointestinais, por exemplo.

Para se proteger contra o coronavírus, além de ter uma alimentação que melhore a atividade do sistema imune, dando preferência a alimentos ricos em ômega-3, selênio, zinco, vitaminas e probióticos, como peixes, castanhas, laranja, sementes de girassol, iogurte, tomate, melancia e batata com casca, por exemplo. Apesar do alho possuir propriedades antimicrobianas, ainda não foi verificado se possui efeito sobre o novo coronavírus e, por isso, é importante investir em uma alimentação equilibrada.

É importante também lavar bem as mãos com água e sabão por pelo menos 20 segundos, evitar ambientes fechados e com muitas pessoas e cobrir a boca e o nariz sempre que for necessário tossir ou espirrar. Dessa forma, é possível evitar o contágio e a transmissão do vírus para outras pessoas.

12. O Ibuprofeno piora os sintomas da COVID-19?

Um estudo recente indicou que o uso do Ibuprofeno foi capaz de aumentar a expressão de uma enzima pode ser encontrada nas células do pulmão, rins e coração, o que tornaria os sintomas respiratórios mais graves. No entanto essa relação foi feita baseada em apenas um estudo realizado em diabéticos e levando em consideração a expressão da mesma enzima, mas presente no tecido cardíaco. Por isso, não é possível afirmar que o uso de Ibuprofeno tenha relação com o agravamento dos sinais e sintomas da COVID-19.

13. O vírus sobrevive por quanto tempo?

Uma pesquisa recente indicou que o tempo de sobrevivência do SARS-CoV-2, responsável pela COVID-19, varia de acordo com o tipo de superfície que é encontrado e condições do ambiente. Assim, de forma geral, o vírus pode sobreviver e permanecer infectante por cerca de:

  • 3 dias, no caso de superfícies de plástico e aço inoxidável;
  • 4 horas, no caso de superfícies de cobre;
  • 24 horas, no caso de superfícies de papelão;
  • 3 horas na forma de aerossóis, que são liberados quando a pessoa infectada espirra ou tosse.

Apesar poder estar presente em superfícies em sua forma infectante por algumas horas, esse tipo de contágio ainda não foi determinado. No entanto, é indicado que seja feita a desinfecção de superfícies que possam conter o vírus, além de ser importante fazer uso de álcool gel e lavar as mãos com água e sabão regularmente.

14. Quanto tempo demora para ter o resultado do exame?

O tempo entre a coleta da amostra e a liberação do resultado pode variar de acordo com o tipo de exame que será realizado, podendo variar entre 15 minutos e 7 dias. Os resultados que saem em menor tempo são aqueles que são feitos através de testes rápidos, como o teste de imunofluorescência e de imunocromatografia.

A diferença entre esses dois é a amostra coletada: enquanto que na imunofluorescência é utilizada amostra das vias respiratórias, que é coletada através de um swab nasal, a imunocromatografia é feita a partir de uma pequena amostra de sangue. Nos dois testes, a amostra entra em contato com o reagente e, se a pessoa possuir o vírus, é indicado entre 15 e 30 minutos, sendo confirmado o caso de COVID-19.

O exame que demora mais tempo para ser liberado é o de PCR, que é um exame molecular mais específico, considerado padrão-ouro e que é feito principalmente para confirmar o caso positivo. Esse exame é feito a partir de amostra de sangue ou da amostra coletada por swab nasal ou oral, e indica se há infecção pelo SARS-CoV-2 e a quantidade de cópias de vírus no organismo, indicando a gravidade da doença.